| Eduardo Frota |
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>> ÚLTIMOS DIAS | 27 abr - 11 jun 2006 | 2º andar - Salão Monumental
Intervenção em Trânsito I Museu de Arte Moderna Desde 1978, quando se surpreendeu com Objeto ativo de Willys de Castro, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Eduardo Frota, cearense então com 19 anos, intervém na funcionalidade e transitoriedade dos objetos. A apropriação de Frota responde à especificidade do lugar. Em Vila Velha, em 2005, na área do Museu da Vale do Rio Doce (MVRD), Frota criou Intervenção extensiva com grandes carretéis do Porto de Vitória. Os não-carretéis remetem à Teoria do não-objeto de Ferreira Gullar, referência neoconcreta. O não-objeto, segundo Ferreira Gullar, "não é um antiobjeto, mas um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais". Se em Vila Velha o furo nos carretéis era luneta no porto como ponto de partida e chegada, agora o furo é o próprio edifício do museu, cujo segundo piso é contínuo, transparente entre as paisagens do Rio. A Intervenção em trânsito I opera sensorialidade, relações de economia e de arte visual com a música. Frota dialoga com Oiticica ("O q eu faço é música") e Cildo Meireles (a escultura sonora da espiral cósmica no disco MoebCaraxia e a plasticidade sonora da instalação Eureka blindhotland). Frota é da linhagem de Antonio Dias, Barrio e Cildo Meireles. Toca nas condições materiais da produção. Na Bienal de São Paulo (2002), Frota espalhou cones nos quais as pessoas se sentiam sugadas entre ecos e relações de côncavo e convexo. Escultura como espaço de experiência, espaço grávido de outro e de tempo. Frota remete ainda a Tatlin e Rodchenko, do espaço da arte que se torna espaço real. Objeto é corpo, suas circunstâncias, os significados sociais, a funcionalidade ou sua perversão. A instalação de Frota repotencializa o espaço do arquiteto |
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Affonso Eduardo Reidy