| BR 22 BobN Remix_Pindorama Lounge_Fuit Hic - ÚLTIMOS DIAS |
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01 abr – 14 jun 2009
Fuit Hic Quadros vivos? Certamente, não. Reconstituição histórica? Menos ainda. A idéia de BobN ao encontrar/montar/pensar as situações e realizar as fotografias está tão longe da candura da primeira possibilidade, quanto do cientificismo da segunda. São, antes de mais nada, um gesto artístico em toda sua imediatez. O que quer dizer, um gesto que comenta, não dramatiza, mas, ao comentar, fala menos daquilo que está ali comentado do que daquilo que faz ele e fazemos nós (aquilo que ele é e que somos nós). Principalmente, neste caso, de como pensamos a nós mesmos dentro de uma história (no caso, a da arte, mas não só dela). De como nos apropriamos (como ele faz) de um passado – longínquo ou recente, tanto faz – e de como o usamos e manipulamos em função de nossos próprios interesses. De resto, estas fotos são o prelúdio aos comentários que se seguem em Pindorama Lounge e BR 22 Bob N Remix, no andar superior, e concluem em quatro intervenções em torno de quatro ícones do modernismo brasileiro na exposição permanente, no último andar. Comentários e apropriações com certeza (mas não é possível comentar sem antes fazer seu aquilo que se comenta), sobre um passado que nos informa, nos forma – e às vezes deforma – além do esperado. Reynaldo Roels Jr, curador do MAM
Pindorama Lounge “…/Quando as fronteiras arte e outras / tão flexíveis, carregam os artistas a responsabilidade de testá-las e redefini-las a cada passo / Bob N tem se construído neste espaço aberto: como um DJ, ou como um agenciador, manipulando e deslocando os agentes vivos que constroem a sua /: música, público, cor, espaço, comida, história da arte. Seus eventos são espaços provisórios, ilhas efêmeras fundadas pelo artista e usadas pelo público. Qualquer lugar é lugar, e qualquer hora é hora / esquina no centro da cidade (à noite e sob chuva) a área externa do MAC, a praia. Por isso, quando sua obra / direciona-se ao museu, não é de maneira ingênua ou indiferente / museu não é só o lugar das obras, a página em branco que as recebe, mas sua matéria de trabalho. No Museu de Arte Moderna, o interesse de Bob pela Pedro França
BR 22 BobN Remix Os anos heróicos do modernismo brasileiro e aqueles de sua dissolução, é o que esses quatro nomes – Anita Malfatti, Tarsila, Di Cavalcanti e Pancetti – nos indicam, os três primeiros no início, o quarto ao fim do período. Em que o Brasil, primeiramente, se esforçou por ser moderno, e por fim quando a modernidade foi a ele imposta pela força das circunstâncias. A partir dos anos 50 já não podíamos ser outra coisa, mas ficou a marca da atitude inaugural como modelo. Mas modelo exatamente de quê? Revistos pela margem, como BobN o faz, e envoltos por si mesmos, modelos de um combate não tanto pela brasilidade – que acabou ficando infelizmente sua marca registrada – mas por uma forma de arte liberta de seus constrangimentos escolares e bem-comportados, capaz de ser crítica de si mesma e, assim o sendo, consolidar seu campo específico de atuação. (Convém mencionar aqui a experiência de pintura de BobN, e a de assistente de outro pintor, em suas aulas, José Maria Dias da Cruz, um colorista obsessivo.) Não modelos a serem imitados, como o faria a simples tradição, mas de possibilidade de criticar a nós mesmos, a nosso passado, como a melhor – talvez a única – maneira de fazer um futuro, qualquer futuro possível. Reynaldo Roels Jr, curador do MAM
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