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Ao longo de seus 50 anos de existência, a Cinemateca do MAM firmou-se como centro de referência da memória do cinema brasileiro e mundial, para o público e pesquisadores, do Brasil e do exterior.

As sessões realizadas em seu auditório mantêm uma linha de programação voltada para a difusão de obras e ciclos da história do cinema, e foram fundamentais para a formação e renovação de espectadores, assim como de críticos e realizadores.

Seu acervo fílmico, com cerca de 30 mil rolos, constitui fonte permanente de consultas de festivais e instituições nacionais e internacionais. Atua também no campo da prospecção de filmes, o que possibilitou a recuperação de inúmeros títulos brasileiros, fundamentais na construção da memória cinematográfica do país.

A Cinemateca é associada à FIAF (Federação Internacional de Arquivos de Filmes), órgão que congrega as cinematecas de todo o mundo, viabilizando intercâmbios institucionais.

As atividades do Setor Cinematográfico do Museu de Arte Moderna se iniciaram em 1955, com exibições mensais de filmes no auditório da Associação Brasileira de Imprensa. Em 1957 transformou-se em Cinemateca, cuidando também da guarda e preservação de filmes, criando uma biblioteca e setor de documentação e pesquisa, intensificando sua programação e editando um boletim periódico.

Em 1964 iniciaram-se os cursos da Cinemateca, realizados no Bloco Escola. Foram essenciais na formação de cineastas e técnicos que integrariam a segunda e terceira geração do Cinema Novo. De 1966 a 1974 a instituição contava com um estúdio de som e moviolas, que foram utilizados em diversas produções e clássicos de nossa cinematografia. Alguns importantes filmes brasileiros foram montados na Cinemateca, entre eles "Macunaíma" de Joaquim Pedro de Andrade, "O Bravo Guerreiro" de Gustavo Dahl, "O Anjo Nasceu" de Júlio Bressane, "Na Boca da Noite" de Walter Lima Júnior, entre outros.

A Cinemateca preparou mostras e integrou diversos festivais nacionais e internacionais no Brasil, desde o FIF (Festival Internacional do Filme) em 1965, até os dias de hoje, passando pelo FestRio, Rio Cine, Festival de Brasília, Festival de Gramado, Festival do Rio, entre outros.

Com a extinção da Embrafilme em 1991, passou a ser depositária de grande parte das cópias dos filmes produzidos por aquela instituição.

Desde o seu início, até os dias atuais, a Cinemateca vem mantendo as finalidades de guarda, preservação, restauração, pesquisa, exibição e divulgação de filmes e do cinema em geral.