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A criação e o todo o percurso da Cinemateca do Museu de Arte Moderna até hoje.
1953 Discute-se a criação no de setor dedicado a cinema, com características semelhantes às do MoMA’s Film Archive, de Nova Iorque. 1955 No dia 7 de julho, às 18 horas, iniciam-se no auditório da Associação Brasileira de Imprensa as atividades do Departamento de Cinema do com o Ciclo 10 anos de Filmes de Arte. 1956 O setor de cinema torna-se membro correspondente da Federação Internacional de Arquivos de Filmes. 1957 Ocorre a fusão do Centro de Cultura Cinematográfica com o Departamento de Cinema do , visando à criação de uma Cinemateca do Rio de Janeiro, a ser instalada no Bloco Central da futura sede do Museu de Arte Moderna; a United Artists do Brasil doa o arquivo de impressos da distribuidora. 1958 Em janeiro o Museu de Arte Moderna se transfere para edifício próprio e a Cinemateca acompanha ganhando sede provisória; realiza-se a 1ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica com o Festival A História do Cinema Americano; em setembro-outubro a RKO-Radio Filmes e a British Films do Brasil fazem as primeiras doações de filmes para o acervo. 1959 Realiza-se a 2ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica com o Festival História do Cinema Francês; a Cinemateca entra para a FIAF como membro observador; o produtor Adhemar Gonzaga faz o primeiro depósito de filme brasileiro: Alô, alô Carnaval. 1960 É criado formalmente o setor de Documentação da Cinemateca; realiza-se a 3ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica com o Festival História do Cinema Italiano. 1963 As projeções são transferidas para a Maison de France; início da prospecção sistemática de filmes brasileiros; realiza-se a 4ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica com o Festival de Cinema Inglês. 1964 Organiza-se a primeira grande retrospectiva: “Homenagem a Humberto Mauro”; no fim do ano instala-se no terceiro andar a administração, a documentação e a sala de exibição (200 lugares). Instituem-se os cursos regulares de cinema, tendo como professores, entre outros: Ruy Guerra, Gustavo Dahl, Barthô de Andrade, José Carlos Avellar, Ronald Monteiro, e como alunos Antônio Calmon, Arthur Omar, João Luiz Vieira, Paulo Thiago; os primeiros filmes realizados por alunos foram Problema de regência, de Paulo Chada, finalizado em 1964, e Nadja, de Paulo Antônio Paranaguá, finalizado em 1966. 1965 A Cinemateca programa os cinemas de arte da cidade, com destaque para o Paissandu. 1966 É criada a rede de distribuição nacional da Cinemateca; começa o programa de co-produção de filmes de curta metragem; edita-se a série Cadernos da Cinemateca. 1967 Com a doação pelo governo alemão de dois projetores Ernemann de 35mm, inaugura-se em 21 de novembro a nova sala de projeções no terceiro andar, apresentando-se a mostra “Cinema jovem alemão”, mais uma exposição de fotos e cartazes sobre o tema. 1968 Entre as produções finalizadas com o apoio da Cinemateca estão Cinema novo, de Joaquim Pedro de Andrade; A Cinemateca apresenta..., de Lygia Pape; e Cordiais saudações, de Gilberto Santeiro; entre os filmes montados pelo convênio Cinemateca do MAM-Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional estão O bravo guerreiro, de Gustavo Dahl, Vida provisória, de Maurício Gomes Leite, Copacabana me engana, de Antônio Carlos Fontoura e Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade. 1969 As peças apresentadas no Museu de Arte Moderna são registradas em filme pela Cinemateca; é editada a série Retrospectiva. 1970 A Cinemateca participa como membro fundador da criação do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro. 1972 A Censura apreende cópia de O encouraçado Potemkin durante mostra de filmes soviéticos. 1975 Publica-se o guia Nitrato ou acetato; realizada a exposição “80 anos de cinema”, seguida de mostra com 400 títulos intitulada “A grande aventura do cinematógrafo”; 18 filmes são co-produzidos durante o ano. 1978 Mostra “Nosso cinema 80 anos” inclui vários filmes mudos restaurados pela Cinemateca; por conta do incêndio do Museu de Arte Moderna a exibição passa para o Cinema Lido 2 e posteriormente para o Museu da Imagem e do Som; as instalações são transferidas para o Bloco Escola; é editada a Cronologia do cinema brasileiro. 1979 A Cinemateca passa a exibir em parceria com o Cineclube Macunaíma na ABI e continua exibindo no MIS; durante o I Simpósio sobre o Cinema e a Memória do Brasil, críticos, pesquisadores e cineastas advogam a criação de convênios que permitam a reforma e a sustentação das cinematecas; o Museu de Arte Moderna e a Embrafilme firmam convênio para a reabertura da Cinemateca do ; torna-se membro permanente da FIAF. 1980 É lançado o Projeto Filho Pródigo que recambiou para o Brasil até 1986 filmes como No paiz das Amazonas, de Silvino Santos, vindo do British Film Institute; e A cidade do Rio de Janeiro, de Alberto Botelho, vindo da Cinemateca Norueguesa; o projeto Cinema e Memória da Embrafilme financia a reforma da Cinemateca (auditório, reserva técnica climatizada e biblioteca); é reaberta a sala de exibição, agora situada no Bloco Escola, com 120 lugares. 1982 Com financiamento da Embrafilme começa a catalogação do acervo fílmico e documental. 1983 É depositado o acervo documental do crítico, cineasta e historiador Alex Viany. 1984 É criada a SACIM – Sociedade de Amigos da Cinemateca; a Cinemateca sedia o 3º Encontro de Cinematecas Latino-Americanas e do Caribe, dentro do Fest-Rio. 1985 Em função dos problemas estruturais do prédio do Museu de Arte Moderna, interrompe-se a programação e o atendimento ao público. 1986 Aproveitando as reformas estruturais do prédio realiza-se a reforma da sala de projeção, com a exibição prosseguindo com ciclos no Cineclube Estação Botafogo e sessões nos cinemas Ricamar e Paissandu. 1987 Inaugurada a nova sala de exibição (180 lugares), com a presença do governador Leonel Brizola. 1988 O compositor Peer Raben, autor das trilhas dos filmes de Fassbinder, ministra curso sobre música e cinema. 1989 O cineasta Ruy Guerra deposita seu arquivo pessoal na Cinemateca. 1990 Com a perseguição do governo Fernando Collor às instituições culturais cinematográficas, parte do acervo fílmico do CTAv (Centro Técnico Audiovisual) é enviado para a Cinemateca; estabelece-se convênio de restauração com o Centro Cultural Banco do Brasil. 1991 Apresentação de Intolerância no Teatro Municipal, com realização conjunta da Cinemateca; devido ao fechamento da Embrafilme, 20 mil latas de cópias assim como milhares de impressos entre livros, cartazes, roteiros e fotos são incorporados ao acervo da Cinemateca. 1995 Inaugurada a nova entrada da Cinemateca, com reforma do espaço do antigo bar no térreo; em novembro começa a mostra de filmes e exposição de quadros dedicado ao centenário do cinema e ao cinema brasileiro intitulada “Cem anos de cinema – cem filmes nacionais”. 1997 Em fevereiro, a Cinemateca recebe doação do arquivo documental da United International Pictures. 2000 Ocorre o lançamento do 3º Congresso do Cinema Brasileiro. 2001 Realiza-se em conjunto com a Cinemateca Brasileira o Censo Cinematográfico Brasileiro. 2002 Em junho, o Museu de Arte Moderna se declara incapaz de guardar adequadamente as matrizes de filmes brasileiros e inicia a retirada do acervo para outros arquivos. 2003 A Lei Municipal nº 3.531, de 7 de abril, declara a Cinemateca do patrimônio cultural da Cidade do Rio de Janeiro; interrompe-se em fins de abril a transferência de matrizes; em 4 de julho a sala de exibição reabre com novos projetores 35mm e som Dolby Digital. 2004 Recomeçam os depósitos de matrizes e cópias de filmes brasileiros e estrangeiros. 2005 O BNDES patrocina a reforma da reserva técnica de matrizes de filmes brasileiros. |